Visita ao Centro Estadual de Educação Profissional Vale do Paraguaçu, instituição que oferece formação em nível médio integrado ao técnico no município de Maragogipe

Em seu primeiro trabalho de campo enquanto atuação jornalística o site Maragojipe Agora realizou uma visita ao Centro Estadual de Educação Profissional Vale do Paraguaçu, localizado em comunidade remanescente de quilombo, no distrito de Capanema. Por entender que existe uma demanda muito grande a ser preenchida e a ser levada a público sobre educação, justifica a escolha desse primeiro destino do site. As pessoas precisam entender a importância da educação e como ela é tratada na prática pelos nossos governantes.

Segundo informações do diretor da unidade prof. Alan Prazeres, “o colégio foi fundado em 1962, no governo de João Goulart, com objetivo inicial de ser escola de Formação Profissional, porém com o golpe militar em 1964 passou a ser instituição de recuperação socioeducativa para menores infratores, nesse período, devido a política higienizadora do governo miliar, em muitos casos à função da instituição foi desvirtualizada, levando a internação de pessoas que não se enquadravam no perfil para às medidas socioeducativas, como por exemplo, jovens que os pais não aceitavam a homossexualidade ou usuário de drogas. Apenas em 2010, com a publicação no Diário Oficial do Estado, o colégio retoma o seu objetivo inicial com à Educação Profissional, inicialmente ofertando apenas dois cursos: Técnico em Agropecuária e Técnico em Turismo. Atualmente oferta cursos técnicos de nível médio em Administração, Agropecuária, Logística, Meio Ambiente e Turismo, cursos técnicos nessas mesmas áreas e a Educação de Jovens e Adultos (EJA) ”, explicou o diretor.

Fotografias, pintura, espelhos e informações na parede da entrada do centro. Foto: Eduardo Souza

Durante a visita o site buscou ouvir alunos, professores e a direção da instituição e consequentemente trouxe uma síntese da integração que ocorre nessas relações geradas com a rotina letiva, que apesar das limitações físicas e materiais é bastante proveitosa, configurando-se como o principal material o humano, que é bastante produtivo e qualificado.

Inicialmente, foram convidados alguns alunos para fazem suas explanações e exposições sobre o trabalho desempenhado no centro, suas visões e posições como indivíduos inseridos em ambiente escolar e sobre a educação em geral. Foram ouvidos dois alunos do curso de Agropecuária e dois do curso de Meio Ambiente, sendo eles: Antonio Flávio, 16 anos , 2º ano do curso Técnico em Agropecuária; Guilherme Brito dos Santos, 16 anos, 2º ano do curso Técnico em Agropecuária; Jean Barbosa dos Santos, 16 anos, 2º ano do curso Técnico em Meio Ambiente e Larissa de Jesus Silva, 16 anos, 2º ano do curso Técnico em Meio Ambiente.

Alunos na sala de jogos. Foto: Eduardo Souza

Maragojipe Agora: Ao adentrar o Colégio a existência de fotos, imagens, desenhos e pinturas despertam interesse pelo grau de representatividade e diversidade que apresentam, abordando questões do movimento LGBT; representatividade negra; ênfase às mulheres, que tem por uma visão patriarcalista seu papel menosprezado e reduzido dentro da sociedade. Nessa abordagem temática de representatividade, de trabalho de conscientização de que todos somos de fato efetivamente iguais perante às leis, no gozo de direitos e deveres, o que vocês produzem no ambiente escolar e qual a importância da produção para vocês?    

Guilherme: O colégio nos dá uma ampla permissão de falar o que quiser, e de estar expressando-se, tem vários projetos. Em relação ao que é feito, estamos sempre em conjunto e, por ser situado em localidade quilombola a comunidade está sempre junto, afinal a horta que é produzida no colégio tem a finalidade de tudo que for produzido ser encaminhado para a comunidade. Em relação a diversidade é ampla, dificilmente existe intolerância ou preconceito, em raras ocasiões acontece preconceito concreto, e quando acontece alguma coisa é resolvida entre os próprios alunos.

Maragojipe Agora: Nos cursos técnicos, a cenário nacional, existe certas divergências ao meio ambiente e o agronegócio, que se configura como a principal atividade de deteriorização do meio ambiente, com práticas condenáveis como por exemplo o uso de agrotóxicos, liberados de forma deliberada pelo atual governo federal. Quais mecanismos são utilizados nos cursos técnicos para conscientizar os alunos a terem uma atuação na agricultura que preserve o meio ambiente?

Guilherme: Utilizamos a água da chuva para regar a plantação, temos o riacho próximo que utilizamos apenas a quantidade necessária para regar, para fazer a plantação das hortas não é feito desmatamento e quando precisa retirar alguma árvore sempre é replantada. Moro na zona rural há doze minutos do colégio, a minha família produz alimentos na agricultura de subsistência, não utilizamos agrotóxicos, na região nunca foi utilizado, é tudo natural. A liberação e uso dos agrotóxicos é uma ignorância, eles podem ter lá seus benefícios, mas são mínimos, causam doenças é uma atitude voltada para o dinheiro apenas, não se preocupam com a saúde das pessoas.

Larissa: Os professores dão informações, mas quando precisamos de dados mais apurados pesquisamos na internet. É uma pena que existem pessoas que são ignorantes e utilizam agrotóxicos, infelizmente aqui na comunidade pessoas desmatam, recentemente no período do São João, foram retiradas árvores para fazer fogueiras. O São João acabou e à arvore não está mais lá, existe também à questão dos animais que pisam na nascente do rio.

Maragojipe Agora: Em relação ao curso integrado médio-técnico, vocês poderiam comentar sobre o espaço em si, às aulas, os professores, como contribuem e quais os pontos positivos e os pontos negativos da instituição?

Resposta Coletiva: A falta de recursos e a indisciplina de alguns alunos são fatores que contribuem para o pequeno número de visitas técnicas, que se faz necessária em maior quantidade para favorecer uma melhor integração do curso com suas propostas, e efetiva compreensão dos conteúdos. Em relação às aulas teóricas, no começo do ano houve um problema com o professor de matemática, que demorou a iniciar às aulas e a demora compromete o desempenho para o Enem.

Maragojipe Agora: Sobre o preparo para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), na sede da cidade. no Colégio Estadual Gerhard Meyer Suerdieck está sendo ofertado o curso preparatório Maria Cadu, onde professor Alan, diretor aqui do Centro, leciona a disciplina História do Brasil. Como tem sido a preparação dentro da escola e em casa, vocês estão participando de algum curso preparatório ou tem interesse em participar?

Antônio Flávio: Além de estudarmos de forma individual também, foi proposto pela escola o projeto de aulão um dia por semana focado no exame, e alguns professores vêm preparando com assuntos e questões de provas anteriores.

Guilherme e Larissa: Sim, temos interesses em participar de curso com profissionais na área, para reforçar e ampliar o conhecimento.

Jean: Moro aqui na comunidade e teria dificuldades de locomoção para ir ao curso preparatório na sede.

Maragojipe Agora: A estrutura física do colégio apresenta problemas como: quadra em estado deteriorado, auditório, assim como, outras instalações que não estão em condições adequadas devido uma reforma que foi paralisada em 2015, algo que atrapalha o desenvolvimento do processo de aprendizagem. Qual a opinião de vocês sobre a paralisação das obras e o fato da estrutura está defasada?

Guilherme: Temos em média 22 salas e não utilizamos todo o potencial do espaço, na quadra sempre tem alguém machucado, porque não está em condições de uso, o auditório onde já foi cinema, local onde eram apresentadas muitas coisas, e agora não restou praticamente nada, ao entrar no espaço pode sofrer um acidente. Mas, o fato de não ter terminado as obras não foi o suficiente para não ter aulas, até as salas que têm aulas apresentam riscos, como é o caso das janelas que podem cair.

Entrada da sala Zumbi dos Palmares: Foto Eduardo Souza

Maragojipe Agora: Qual a relação entre os alunos, dos alunos com os professores, com os funcionários e com a direção, qual dinâmica é realizada dentro e fora da escola para aproximar?

Larissa: A nossa relação é ótima, até o momento nunca tive problemas, sempre procuramos nos aproximar mais.

Antônio Flávio: Temos abertura para ir à diretoria relatar problemas.

Guilherme: Nos dois anos que estudo aqui nunca houve brigas, nenhum tipo de discussão, os alunos são bem participativos, algo bem harmonioso entre alunos e funcionários.

Maragojipe Agora: Quais suas pretensões na área do curso médio-técnico que vocês estão cursando?

Jean: Apesar de achar interessante o curso de meio ambiente e de me proporcionar conhecimento para ajudar a formar minha opinião, não sei se pretendo cursar faculdade na área, se pretendo atuar.

Guilherme: Gosto bastante do curso de agropecuária é bastante amplo, muitas possibilidades, mas ainda no momento não é o que eu quero. Por eu gostar em algum momento posso até seguir.

Maragojipe Agora: O que é democracia?

Resposta Coletiva: É um lugar onde se tem a liberdade de expressar sua opinião, sem invadir o espaço do outro, através do respeito multo.

Maragojipe Agora: Tratando-se de democracia educacional, o problema da evasão escolar e consequentemente o aumento da marginalidade e violência no município. Para vocês quais as possíveis soluções a esses problemas?

Guilherme: Aqui no colégio existe os líderes escolares, tem a formação dos grêmios estudantis, que são instrumentos importantes para assegurar à participação dos discentes nas reuniões da direção, proporcionando integração de forma ativa, opinando de forma a construir à reflexão e incitando maior protagonismo, como forma de despertar o sentimento de pertencimento do aluno com à escola e sua comunidade como um todo.

Maragojipe Agora: Sobre a proposta do governo atual de privatização das universidades federais, qual a opinião de vocês?

Antônio Flávio: Vai impossibilitar a entrada de quem não tem condições de pagar.

Maragojipe Agora: Qual a mensagem que vocês têm a deixar sobre a importância da educação como transformação da sociedade e do indivíduo? Qual o legado vocês pretendem deixar na instituição para os próximos alunos?

Guilherme: Que a educação seja participativa, não podemos deixar que escolham por nós, é preciso fazer as nossas vozes serem ouvidas. A instituição é um lugar muito harmonioso, que acolhe as diversas pessoas e proporciona a liberdade de escolher o que querem realmente ser.

Jean: Que a educação seja a base de nosso país.

Larissa: Que a escola seja levada a sério.

Alunos jogando futebol misto na quadra. Foto: Eduardo Souza

Finalizando com a parte referente aos alunos, o site Maragojipe Agora enfatizou o desejo de que sejam superados todos os percalços e que à educação possa efetivamente ser o caminho a contribuir para o desenvolvimento da nossa cidade, do nosso estado e do nosso país. A educação necessita ser a pauta principal do nosso estado brasileiro. Pois como disse o antropólogo Darcy Ribeiro, “quem investe em educação não constrói presídios”. Em continuidade com a visita foi entrevistado o Diretor Alan Prazeres, à frente da instituição há nove anos. 

Maragojipe Agora: Qual à importância que essa instituição tem em sua vida enquanto educador, e o compromisso de estimular os jovens a produzirem conhecimento, dentro de várias limitações que existem na educação em nosso país?

Diretor Alan: É e está sendo uma grande missão assumir a direção dessa instituição, começando do zero praticamente, ela foi implantada dentro de um gabinete da secretaria da Casa Civil do Governo do Estado e nós tiramos isso do papel e transformou em realidade. Uma missão importante que nos foi dada, logo de início tivemos dificuldades para desenvolver um ensino técnico dentro do município, pois nunca houve uma instituição que ofertasse para a cidade ensino técnico público e que tivesse alguma qualidade. Um dos entraves foi a questão dos profissionais, até hoje temos professores que são de outras cidades, a questão geográfica pela necessidade de transporte, em Maragogipe não tem linha de transporte urbana que proporcione acesso às pessoas, tínhamos parceria com a prefeitura que concedia esse transporte. Tem a questão da estrutura por ser um prédio da década de 1960, mas é um prazer divulgar o que é produzido na instituição assim como os problemas, que são comuns na educação pública. É muito gratificante saber que existem pessoas atuando em outras cidades e até estados, através da formação na instituição. 

Maragojipe Agora: Aqui sendo uma instituição de ensino técnico profissional existe convênios com empresas privadas do município, comércio, com a Prefeitura Municipal que fomentem o jovem aprendiz ou o estagiário?

Diretor Alan: Toda instituição de ensino precisa tecer parcerias, e nós temos: como o convênio com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), onde os alunos fazem estágios e o instituto em contrapartida envia técnicos para a complementação da formação dos alunos, tem a parceria com a Fundação Vovó do Mangue, empresários locais e a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Maragogipe. Essas parcerias possibilitam aos estudantes testarem no mercado de trabalho os conhecimentos desenvolvidos nos cursos, entre os múltiplos olhares que a instituição tenta desenvolver nos alunos tem ênfase as disciplinas de empreendedorismo disponibilizadas na formação, que podem oferecer ferramentas para os alunos desenvolverem seu próprio negócio e fomentar uma intervenção social na comunidade com formação de cooperativa e associações, e seguirem com a formação continuada na vida acadêmica.

Maragogipe Agora: Qual à relação institucional da escola com a Secretaria Municipal de Educação de Maragojipe?

Diretor Alan: Em nove anos na direção do colégio sempre teve atitude proativa, levando a proposta da escola para os secretários de educação do município, por acreditar que educação seja una e querer proximidade com a prefeitura, entretanto não percebo sentimento de apropriação pelo que é desenvolvido na escola pela prefeitura.

Maragogipe Agora: Realizando recorte do atual Governo Federal e dos dois últimos ministros da educação, perante o contingenciamento dos recursos das universidades públicas e a sua possível privatização, como o senhor avalia essas políticas como educador e qual quais os impactos dessas medidas na sociedade e na educação?

Diretor Alan: Não surpreende pela convicção política neoliberal desse governo, que acredita na participação mínima possível do governo na sociedade. A educação deixa de ser prioridade e passa a ser um inimigo a combater, diminuindo recursos, acreditando que o aluno de baixa renda precisa apenas aprender um ofício e trabalhar, sem necessitar ir para uma universidade. As áreas de Educação, Ciência e Tecnologia são áreas estratégicas, e quando pessoas de baixa renda são impossibilitadas de terem acesso à educação superior temos em consequência o comprometimento da formação crítica. Ao seccionar os investimentos, algo que compromete a qualidade da educação e a possibilidade de ser ter equipamentos importantes para complementar a formação, como por exemplo os chromebooks, equipamentos criados especialmente para acesso à rede, que o colégio possui, de ter acesso à internet de qualidade, equipamentos de esporte.

Maragogipe Agora: Em relação ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), fundo que sustenta a educação básica do país e sua ligação direta com o Plano Nacional da Educação (PNE). O FUNDEB apresenta ameaça de o prazo ser esgotado e o atual governo não renovar, causando um verdadeiro colapso na educação do país. A reforma da previdência apresenta medidas drásticas contra os professores, como essas medidas da conjuntura atual podem impactar diretamente à educação?

Diretor Alan: O FUNDEB foi um grande advento, uma coisa de país de primeiro mundo, que proporciona ao gestor condição de fazer planejamento. Em relação à reforma, qual a pessoa que vai conseguir trabalhar 40 anos, passando pelos momentos de recessão? É um golpe duro para os educadores, chega um certo momento devido as mudanças tecnológicas na sociedade, em que os professores não conseguem acompanhar tornando-se obsoletos, em consequência se tem a baixa qualidade do ensino, devido ao cansaço dos profissionais. Ser professor exige um esforço muito grande que a profissão demanda, a visão superficial da atividade leva a certas atitudes, como as da reforma. É preciso criar mecanismos para fomentar o emprego e o desenvolvimento do país, e não ver a pessoa que recebe um salário mínimo como causadora do déficit na previdência.

Maragojipe Agora: Dados do IBGE revelam 11,4 milhões de analfabetos funcionais no Brasil, 2 milhões de jovens fora da escolar no processo de evasão escolar, o Nordeste com 15,5% de analfabetos funcionais. O senhor como educador e principalmente historiador, essa desigualdade em relação ao nordeste e outras regiões do país se dá devido a uma construção histórica advinda desde a colonização dos portugueses, quando exploraram com mais intensidade a região?

Diretor Alan: É um processo histórico onde o Nordeste foi abandonado por muito tempo em tudo, em investimentos, em universidades. Durante muito tempo a Bahia, estado com 517 municípios, só possuía uma Universidade Federal à UFBA. Mas, o povo Nordestino é um povo de luta e isso passou para o nosso DNA. Esse distanciamento que nós temos em termos industriais em termos de desenvolvimento em relação a região sul e sudeste é imenso. É um cenário terrível que vinha mudando com universidades, produção científica e tecnológica, fábricas chegando, primeiro estaleiro de ponta que poderia estar atendendo outros país, localizado aqui em nossa cidade, gerando muita riqueza e emprego. Faz parte do nosso processo histórico sim, precisamos estar sempre lutando e remando contra uma maré, e o entendimento disso a gente percebe no preconceito que o pessoal do sul do país tem com nós nordestinos, pensam que não somos uma massa crítica pensante, que somos apenas o bolsa família, somos muito mais que isso.

Auditório da unidade em reforma inacabada desde 2015. Foto: Eduardo Souza.

No encerramento de sua fala o diretor deixou à escola aberta não só ao site Maragojipe Agora, mas também a outros meios de comunicação. Para finalizar a visita à unidade foram ouvidas às professoras Natália Barroso, graduada em biologia, mestre em recursos médicos vegetais e cursando doutorado nessa mesma área, começou a lecionar no colégio no início deste ano após passar no curso público, e a professora Flávia da Conceição Pinto, graduada em engenheira agrônoma, mestrado em produção vegetal com ênfase em solos e nutrição de planas, está em atividade no colégio há quatro anos.

As professoras explanaram que a metodologia utilizada são aulas teóricas, aulas práticas e visitas técnicas, “que ajudam a relacionar teoria e prática, e também proporcionam contatos com profissionais que já atuam nas áreas dos cursos disponibilizados”.  No entanto, segundo as professoras, dificuldades com relação ao transporte dos alunos reduz a quantidade de visitas. Afirmaram que durante um curso de apicultura promovido pelo colégio em parceria com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) de Cruz das Almas, uma aluna foi contemplada com um estágio, segundo às educadoras uma questão positiva, pela dificuldade de estágios na região. “Além disso tem uma parceria com o Centro Vocacional Tecnológico (CVT) do estado do Piauí, através de um projeto sobre plantas medicinais inscrito pelos professores do colégio, que foi contemplado com bolsas e estágios para os alunos, temos a Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS), faltando ser implantado, mas com recursos já disponibilizados”, explanaram as mesmas. Foi pontuado pelas professoras que em relação à preparação para o ENEM, que buscam deixarem os alunos familiarizados com as questões do exame, apesar de alguns apresentarem dificuldades estruturais de aprendizado, que usam métodos como, por exemplo, listas de exercícios resolvidos em sala de aula, que visam se adequar a realidade dos alunos.

A nível global à educação é um direito universal básico garantido à pessoa pelo simples fato de ser humana, é também consagrado pela nossa Constituição Federal. As questões do setor educacional merecem especial atenção, para que possamos ter cada vez mais pessoas com conhecimento crítico, poder de argumentação coeso e  a capacidade de produzirem e reproduzirem práticas que solucionem a enorme desigualdade social existente em nosso país.

Da esquerda para à direita: o aluno Jean Barbosa, o aluno Antônio Flávio, à aluna Larissa de Jesus, o aluno Guilherme Brito, o diretor Alan Fernandes, o redator Eduardo Souza e à redatora Érica Querino. Foto: Eduardo Souza.

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